Correndo atrás do prejuízo

•novembro 5, 2008 • Deixe um comentário

       Após longa espera, o povo americano e o mundo receberam o resultado final do pleito nos EUA. Às 2h da manhã, no horário de Brasília, chegou-se ao final a disputa entre McCain e Obama, e pela primeira vez na história os EUA terá um presidente negro. Com um discurso de um bom perdedor, o senador republicano confirmou a vitória de seu rival democrata. A festa que se concretizava para, o agora presidente, Obama foi enorme, em Chicago milhares de pessoas vibraram e choraram com a vitória. Com um discurso inflamador e ao mesmo tempo moderado, Obama deu início a uma “nova América”, a qual o mundo espera grandes mudanças. A emoção estampada no rosto da apresentadora Oprah Winfrey, foi a demonstração do sentimento de todos ali presentes. Além dela, outras celebridades que também participavam da festa, se emocionaram junto à população. A vitória de Barack foi a maior demonstração do poder da união e da revolta.

       Nunca tive muita simpatia pelos americanos e seu país, mas ontem ao ficar assistindo até 3h30 da manhã a disputa, me senti um pouco como eles. À partir de hoje, podemos ter novas expectativas otimistas, o fim do governo Bush é essencial para o mundo entrar em paz. Agora, o que nos resta é torcer por Obama e sua longa e, espero, feliz caminhada!

Até onde uma mentira pode virar verdade?

•dezembro 11, 2008 • Deixe um comentário

       Uma das principais obrigações do jornalista é apresentar os fatos como eles realmente acontecem. A partir desta premissa, pode-se estabelecer uma condição de ética para a profissão.

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Os segredos de 1968

•dezembro 11, 2008 • Deixe um comentário

       Zuenir Ventura, 77, é jornalista, professor universitário e escritor. O autor do livro “1968, o ano que não terminou” que inspirou a minissérie Anos Rebeldes, produzida pela TV Globo, é o grande responsável pela reconstituição desse período da história
       Uma obra relativamente curta, se levarmos em conta os ocorridos. De linguagem simples e clara. Mas com um pequeno problema. Para se entender alguns acontecimentos é necessário ter conhecimento da vida de alguns personagens. No geral, a obra tem grandes revelações e ótimas tramas.

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Baseado em fatos reais

•dezembro 11, 2008 • Deixe um comentário

       Cristopher Vogler, ex-funcionário de Hollywood e, atualmente, presidente da empresa Storytech, é o autor de “A jornada do escritor: estruturas míticas para escritores”. Publicado no fim dos anos 90, o livro é direcionado para os roteiristas dos estúdios Walt Disney.

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Shattered Glass

•dezembro 11, 2008 • Deixe um comentário

       O filme “Shattered Glass” conta uma história real e tem como personagem principal o jornalista Stephen Glass. É uma trama envolvente que traz a cada instante novas revelações e fatos surpreendentes.

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Causas e consequências de 1968

•dezembro 11, 2008 • Deixe um comentário

       Em entrevista concedida ao canal “Globo News”, Todd Gitlin, jornalista e sociólogo, professor da Universidade de Columbia, discutiu os acontecimentos de 1968. Ele liderou o movimento estudantil SDS entre os anos de 1963 e 1964 e também participou dos protestos quatro anos depois, mas apenas como integrante.
      
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O menino virou homem

•dezembro 10, 2008 • Deixe um comentário

       O ano de 1968 foi um ano especial, mas não porque as mulheres, os estudantes e os operários saíram às ruas em prol de igualdades. Foi importante para o menino Gabriel, mais do que pra todos que protestavam. Foi em 68 que ele conseguiu seu primeiro emprego.
       Agora com maiores responsabilidades, Gabriel trabalhava como repórter de um grande jornal, apenas aos 20 anos. E, meio que por ironia do destino, sua época foi a mais movimentada e comentada pela imprensa. Logo no início, seus amigos que participavam dos movimentos estudantis lhe pediam apoio. Diante de tantos fatos, a única coisa que o jovem jornalista não desejava era perder seus amigos, mas se sentia mal por não poder ajudar.
       Aquelas brincadeiras e comentários feitos a respeito do regime militar na roda de amigos, agora, tinham de ser ignorados. Afinal, não bastasse o emprego, sua vida também estava em jogo. O menino agora era homem, mesmo sendo caçado.

Será mesmo música?

•dezembro 10, 2008 • Deixe um comentário

       E lá estava eu e meus amigos, no maravilhoso Festival de Música Brasileira do ano de 1968. Cantávamos ao som de Chico Buarque, por quem as meninas eram apaixonadas, e Geraldo Vandré, o homem que tocava alma de todos com sua música.
       No ano em que houve várias reivindicações das pessoas, não quiseram prestar atenção no meu discurso e protesto. Eu queria apenas um pouco de diversão. Não fazia por mal, é que meus ideais iam contra a corrente. Sentia-me como a Roda Viva de Chico.
       Talvez, por ser filho de militares, pai e mãe, estes não me entendessem. Eu os amava, mas não tanto quanto amaria meus filhos. E, para o futuro, queria um país melhor, sem mortes e cortes. A censura não foi capaz de calar os principais cantores com seus desabafos em nobres formas de som, será que conseguiria me calar? Acho que não.

Caso Orson Welles

•dezembro 10, 2008 • Deixe um comentário

       A manipulação das massas ocorre desde o surgimento dos meios de comunicação. O caso Welles foi um dos maiores exemplos de demonstração prática do que pode acontecer com a população, caso alguém queira fazer mais uso desses meios. Tudo se passou em Nova Iorque, nos EUA.
       O rebuliço causado por Orson Welles, um diretor teatral, ao colocar em ação uma de suas peças através do rádio, foi um dos mais inesperados. Apesar de, no início da apresentação, ter se definido o fato como uma ficção científica, muitos não foram capazes de distinguir a interpretação, da realidade. Se as pessoas tivessem mudado a sintonia do rádio, perceberiam que os ataques alienígenas ensaiados por Welles eram apenas teatro. Talvez o medo e a falta de preparo intelectual e psicológico da população na época, devido à 2ª Guerra Mundial, tenha transformado essa mentira numa grande verdade.
       Welles produziu a encenação radiofônica inspirado no livro “A Guerra dos Mundos”, de H.G.Wells. Provavelmente, não esperava essa reação crédula da sociedade. A fama veio junto com vários processos, que hoje não são capazes de apagar seu nome da história. Ele foi o homem que enganou milhões de pessoas.
       Até poderíamos pensar que se fosse atualmente tal episódio não aconteceria. Porém, hoje com o maior alcance geográfico das informações devido às novas tecnologias, o resultado poderia ser até pior. Os cuidados com as notícias e comentários na mídia têm que ser maiores. Ainda existem muitos leigos no mundo.

Dilema

•dezembro 10, 2008 • Deixe um comentário

       O ato de mentir nem sempre é desonesto. A mentira pode ser usada para conseguir algo de interesse e importância pública. Já o suborno, não só é errado, como também é considerado crime pelas leis brasileiras.
       Numa situação como essa, a ética e o bom senso são cruciais para o desenrolar dos fatos. A partir do momento em que o jornalista pratica o suborno para conseguir o que quer, ele se torna desonesto e antiético. O fato de subornar uma pessoa para conseguir documentos confidenciais de forma ilícita acaba fazendo do profissional um infrator.
       Existem outras formas de conseguir informações importantes, às vezes, com apenas a confiança da fonte. Com a promessa de não interferir na investigação, o bom profissional mantém a amizade com pessoas poderosas. Assim, retira mais do que o necessário para fazer uma boa matéria.
       Apesar de alguns jornalistas acharem que vale qualquer coisa por uma reportagem, muitas vezes, cometem atos imorais e antiéticos que podem acabar com suas carreiras. Podem também acabar favorecendo os culpados e prejudicando os inocentes.

Dexter, Life on Mars e a jornada do herói

•dezembro 9, 2008 • Deixe um comentário

       Life on Mars” e “Dexter” são dois seriados que tratam da jornada do herói, estudada por Joseph Campbell, de formas distintas. A primeira conta a história do policial Sam Tyler (herói). Um agente que vive no ano de 2006 e tenta desvendar uma série de assassinatos, mas acaba tendo a namorada, e também policial, seqüestrada. A partir de um acidente, ele acaba retornando ao ano de 1973 na mesma profissão e com o mesmo nome. Então, descobre que na mesma época também estão acontecendo crimes de forma semelhante que podem o ajudar a achar o assassino do futuro, quel raptou sua namorada.

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